O movimento que ensinamos hoje é o corpo que as crianças terão amanhã.
Nunca foi tão fácil entreter uma criança sem movimento. As telas estão por todos os lados, a rotina é corrida, o espaço para brincar diminuiu e o tempo livre, muitas vezes, virou tempo sentado. Nada disso acontece por descuido. Acontece porque a vida mudou. Ainda assim, o corpo das crianças continua precisando das mesmas coisas de sempre: movimento, exploração, coordenação e presença.
Movimento não é apenas gasto de energia ou uma forma de “cansar” a criança. É por meio do movimento que ela desenvolve coordenação, aprende equilíbrio, constrói força, organiza a percepção do próprio corpo e cria confiança. O desenvolvimento motor é uma base silenciosa que sustenta não só o corpo físico, mas também aspectos emocionais e sociais ao longo da vida.
O ambiente tem uma influência direta nesse processo. Crianças aprendem muito mais pelo que observam do que pelo que escutam. Quando o movimento faz parte da rotina familiar, ele se torna natural. Não vira obrigação, não vira castigo, não vira cobrança. O corpo aprende, desde cedo, que se mover é seguro, prazeroso e possível. Isso constrói uma relação mais saudável com o próprio corpo ao longo do tempo.
As telas, por si só, não são o problema. Elas fazem parte da vida atual. O desafio surge quando ocupam o espaço do movimento. Menos movimento significa menos coordenação, menos força, mais insegurança corporal e mais dificuldade de perceber o próprio corpo. O movimento não precisa competir com a tecnologia — ele precisa conviver com ela de forma equilibrada.
Bons hábitos não se constroem no discurso, mas na rotina. Não exigem perfeição, exigem constância. Brincar no chão, explorar diferentes posições, subir, descer, empurrar, puxar, correr, equilibrar, rolar. Pequenas experiências, repetidas ao longo do tempo, fazem uma diferença enorme. O importante não é a quantidade de estímulos, mas a presença real do movimento no dia a dia da criança.
Quando o cuidado envolve a família, ele se fortalece. Crianças que veem adultos se movimentando, cuidando do corpo e respeitando seus próprios limites aprendem, sem perceber, que o corpo merece atenção e escuta. O movimento deixa de ser uma obrigação futura e passa a ser parte natural da vida.
O corpo que a criança constrói hoje é o corpo que ela vai habitar amanhã. E oferecer movimento com consciência, liberdade e presença é uma das formas mais profundas de cuidado.
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